terça-feira, 14 de abril de 2009

A terceira rosa

"(...) Não sei se por tudo isto, se por algo que não se explica. Sei que quando me tocas a batida da terra coincide com a do meu próprio coração."

Manuel Alegre

segunda-feira, 13 de abril de 2009

o menino que tinha cócegas.

foi a primeira vez que te vi. verdadeiramente. como és. sem disfarces, nem artimanhas. sem segundas ou terceiras intenções. e nem eu sabia que te iria desarmar num gesto tão simples, tão vulgar. tinhas cócegas, tantas que te desmanchavas ao primeiro toque. e foi aí que te vi, igual a ti. rias, tão genuinamente, que qualquer máscara caíra, naquele instante, redonda no chão. e foi nesse momento que descobri como os teus olhos são azuis e eu nunca tinha reparado. e como adorei ver-te assim, tão próximo de ti mesmo e daquilo que admiro: transparência, sinceridade. acima de qualquer coisa. e tu sabes, porque to pedi desde sempre. e foi sempre o que esperei, só. mas, tirando aquele momento, em que te roubei para o meu mundo (provavelmente, ideal), talvez nunca mais o tenhas sido. porque não querias, porque não estava nos teus planos revelares-me a tua essência ou porque, simplesmente, não consegues.
... e fica a memória do tempo em que o teu olhar existia apenas no meu imaginário.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

o vinho do teu corpo.

Bebo o vinho do teu corpo
Devagar como se a boca
Fosse uma flor, onde o tempo
Desenha o mapa da vida.
Corre o vinho do teu corpo
Nos lençóis da madrugada
E há carícias, debruçadas
À janela do silêncio

Bebo o vinho do teu corpo
Bebo até morrer de sede.

Provo o vinho do teu corpo
Gota a gota, beijo a beijo,
Como quem, recolhe o sonho
De entre os dedos dum sorriso.
Corre o vinho do teu corpo
Nos regatos do luar
Que hão-se vir desaguar
Mansamente nos meus braços.

Bebo o vinho do teu corpo
Bebo até morrer de sede.

Bebo vinho do teu corpo
Devagar e quase a medo
Na surpresa dos segredos,
Copos cheios de prazer.

neruda, descobri hoje e gostei.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

fugir

vamos comprar um bilhete de avião, não importa o destino. vamos esquecer tudo. saímos de manhãzinha, sem data para voltar. vamos ser felizes, nem que seja por um dia. vamos aterrar num lugar qualquer, num sítio diferente. sem história, sem lembranças. vamos torná-lo nosso, para sempre. só nosso.
quero fugir. vens comigo?

terça-feira, 7 de abril de 2009

arrepio.

...felizmente, a música tem esta capacidade em mim. fazer com que me sinta bem, em (quase) todos os momentos. mais feliz quando estou feliz, mais calma quando estou stressada, mais em paz com tudo, menos triste nos dias cinzentos, mais sorridente nos dias de sol... amei o concerto de cinematic (sexta-feira passada), adorei conhecê-los no fim e poder dizer que tive o privilégio de falar com alguns dos músicos que mais gosto e admiro. lucky me... :)

Ficamos assim.

Eu não te percebi, tu não me percebeste a mim. E onde não há compreensão, não há lugar para mais nada.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

X e Y

entre nós existem duas grandes barreiras: o género e o carácter.