no dia em que conseguir escrever para ti e sobre ti, darei ao texto este nome. nunca mais ou para sempre. até lá e para sempre, caberá em mim uma saudade eterna.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
mais do mesmo
fazia tudo outra vez e não aprendia a lição,
começava de novo
chorava mais uma vez e sentia pena de mim
sei que valia a pena
E pode ser que eu mereça cair no erro outra vez
Cair no erro outra vez e mais do mesmo
Tudo o que eu quero afinal é mais do mesmo
Eu dava uma vez mais tudo por tudo
a menos que alguém me desse mais
Hoje eu vou até ao fim para voltar ao final
como quem recomeça
E pode ser que eu mereça cair no erro outra vez
cair no erro outra vez e mais do mesmo
Tudo o que eu quero afinal é mais do mesmo
Cair no erro outra vez e mais do mesmo
tudo o que eu queria afinal era outra vida com sal
e mais do mesmo
começava de novo
chorava mais uma vez e sentia pena de mim
sei que valia a pena
E pode ser que eu mereça cair no erro outra vez
Cair no erro outra vez e mais do mesmo
Tudo o que eu quero afinal é mais do mesmo
Eu dava uma vez mais tudo por tudo
a menos que alguém me desse mais
Hoje eu vou até ao fim para voltar ao final
como quem recomeça
E pode ser que eu mereça cair no erro outra vez
cair no erro outra vez e mais do mesmo
Tudo o que eu quero afinal é mais do mesmo
Cair no erro outra vez e mais do mesmo
tudo o que eu queria afinal era outra vida com sal
e mais do mesmo
terça-feira, 17 de novembro de 2009
o tempo.
Aqui o tempo passa, ora apressado ora lento. E não quero roubá-lo ou corrempê-lo, nem por um instante. Quero guardá-lo, só (cada momento). Intacto e intocável. Assim, ele mesmo: como um retrato constante dos dias, dessa lente que é a memória. Dessa máquina que é o coração. Não vamos gastá-lo com palavras até o esvaziarmos de sentido. Vamos vivê-lo, tão intensamente quanto nos for possível. Tão verdadeiramente quanto o quisermos. Tão cheio de cor e ilusão quanto o pintarmos. Vamos vivê-lo, simplesmente. Eu e tu.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
terça-feira, 27 de outubro de 2009
o dia
ele está no futuro, perdido algures entre os dias que estão por vir. escondido pelos momentos que temos certos de viver, apagado pelos (muitos) planos que vou riscando nas brancas paredes da imaginação, nos muitos sonhos que vou sonhando nas noites de silêncio. às vezes, nos eternos instantes de impaciência, parece que nunca chegará. espero... e desespero. tenho-o em mim. em tudo o que me faz existir, mesmo em tudo o que está para além da matéria. está no ar que respiro, nos céus azuis dos dias, nas chuvas que caem do lado de lá do vidro. está no mar e na linha do horizonte. essa que esconde o mundo que há mas não se vê.
páro. chega rápido... e este sussurro soa alto, tão alto que perco a voz dentro de mim.
tenho na garganta a vontade que me sai da alma. a vontade de chegar, rápido, até ti. tu, o dia. aquele em que numa hora, num minuto, num segundo vamos cruzar, finalmente, a mesma esquina. quem sabe tropeçar na mesma pedra, talvez olhar a mesma estrela. no momento em que o chão será nosso, o mesmo.
chega rápido. a saudade já mora em mim.
páro. chega rápido... e este sussurro soa alto, tão alto que perco a voz dentro de mim.
tenho na garganta a vontade que me sai da alma. a vontade de chegar, rápido, até ti. tu, o dia. aquele em que numa hora, num minuto, num segundo vamos cruzar, finalmente, a mesma esquina. quem sabe tropeçar na mesma pedra, talvez olhar a mesma estrela. no momento em que o chão será nosso, o mesmo.
chega rápido. a saudade já mora em mim.
sábado, 10 de outubro de 2009
existes.
estás em mim. em tudo o que sou, em tudo o que vejo. acordas comigo todos os dias, naqueles em que ainda é noite ou naqueles em que o sol já vai alto no céu. fazes parte dos meus dias, mesmo quando não estás. nas conquistas, nas derrotas. caminho e qualquer que seja o destino, lá estás tu à minha espera. como eu sempre te espero, te sonho, te desenho, te desejo. e é nos teus braços que me perco e me encontro. e é em ti e por ti que tudo faz sentido.... tudo faz mais sentido porque existes.
sábado, 3 de outubro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
bem-me-quer

pessoas que nos-querem-bem, fazem-nos bem... :)
apenas uma foto da fantástica noite de sábado. viva o S. Paio! loucura...ahah
terça-feira, 11 de agosto de 2009
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
sábado, 25 de julho de 2009
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Para ti
Foi para ti
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto :)
que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada
e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei
o sabor do sempre
Para ti dei voz
às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito
para me procurar
e antes que a escuridão
nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos
vivendo de um só
amando de uma só vida
Mia Couto :)
quarta-feira, 8 de julho de 2009
preencher.
naquele dia tudo era vazio, ela olhava à volta e nada era suficiente. tudo soava indiferente, tão diferente daquela realidade idealizada. tudo tão cada vez mais longe. ela sentia que nada voltaria a encher-se de cor e de vida. que depois dali, restava apenas abismo. uma linha ténue entre o chão e o precipício. aquele em que ela caíria para nunca mais voltar. desapareceria dentro de si mesma.
há dias assim, sem fim, sem saída. sem sentido inverso.
afinal, havia um novo mundo para lá do horizonte. e tudo foi ganhando novas formas. ela encontrou o caminho, tantos novos caminhos por onde seguir. e como é bom reencontrar-se, preencher-se...
há dias assim, sem fim, sem saída. sem sentido inverso.
afinal, havia um novo mundo para lá do horizonte. e tudo foi ganhando novas formas. ela encontrou o caminho, tantos novos caminhos por onde seguir. e como é bom reencontrar-se, preencher-se...
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
hoje.
hoje o mundo é meu. o sol brilha e aquece como nunca. bem-vinda esta brisa que me faz lembrar que antes do inferno está o céu. os relógios estão partidos, os ponteiros calados. morreram os tic-tacs, as buzinas, as corridas. o dia está assim: suspenso. susteve a respiração e mergulhou na quietude. eu estou suspensa também, mais leve. tão leve...
quinta-feira, 25 de junho de 2009
mal por mal
Já sou quem tu queres que eu seja,
Tenho emprego e uma vida normal.
Mas quando acordo e não sei
Quem eu sou, quem me tornei
Eu começo a bater mal.
O teu bem faz-me tão mal!
Já me enquadro na tua estrutura.
Não ofendo a tua moral.
Mas quando me impões o meu bem
Eu ainda sinto aquém.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!
Sei que esperas que não desiluda,
Que por bem siga o teu ideal.
Mas não quero seguir ninguém
Por mais que me queiras bem.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!
Sei que me vais virar do avesso
Se eu te disser foi em mim que apostei.
Não, não é nada que me rale
Mesmo que me faças mal.
Do avesso eu te direi:
O teu mal faz-me tão bem!
Deolinda
Tenho emprego e uma vida normal.
Mas quando acordo e não sei
Quem eu sou, quem me tornei
Eu começo a bater mal.
O teu bem faz-me tão mal!
Já me enquadro na tua estrutura.
Não ofendo a tua moral.
Mas quando me impões o meu bem
Eu ainda sinto aquém.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!
Sei que esperas que não desiluda,
Que por bem siga o teu ideal.
Mas não quero seguir ninguém
Por mais que me queiras bem.
O teu bem faz-me tão mal,
O teu bem faz-me tão mal!
Sei que me vais virar do avesso
Se eu te disser foi em mim que apostei.
Não, não é nada que me rale
Mesmo que me faças mal.
Do avesso eu te direi:
O teu mal faz-me tão bem!
Deolinda
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Pensar
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Alberto Caeiro
quinta-feira, 11 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
pedaços
ela disse...
não sou o que viste, não sou só isso. muito menos o pouco que conheceste e julgaste perceber. somos todos feitos de pedaços, sim. mas esses pedaços juntos são um todo tão maior do que um rosto, um sorriso ou uma palavra faz saber. e amar... se sei o que isso é, amar é conhecer cada pedaço. pelo menos, querer conhecer, tentar compreender, aprender a viver com, cuidar, ( bem) querer. amar é o mundo que encontramos num abraço, dos mais apertados aos mais brandos. aqueles em que apenas estamos porque sim, porque assim tudo faz sentido. não vamos mais reduzir isto a um pedaço quando nos podemos ter por completo.
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